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25.11.05
Solidão nos faz agir estranhamente! E qual não foi a minha surpresa perceber que ainda existe alguém que visita esse baú empoeirado de vez em quando.
*Silvana: entro no link que tu deixou e vou parar no teu blog, onde nunca consigo comentar. Adicionei um contato no msn, o email do blog, na sorte. Procurei pelo nome do teu blog no google e encontrei outro contato. Talvez eu tenha adicionado duas pessoas que não são tu e passe por louca. Talvez eu tenha adicionado a ti mesma e passe por louca. Ou talvez tu me aceite e seja tão louca quanto eu. Enfim, queria na verdade só agradecer pelas visitas e pelas palavras sempre tão carinhosas! As coisas estão melhorando :) Obrigada, de verdade! Também torço por ti. Beijo, dani.
Posted at 12:19:48 am by dani
13.9.05
Ah, e se eu soubesse não pensar nem dar voz a esses pensamentos inúteis? E se eu conseguisse não te querer pra mim com toda essa urgência? E todas as promessas que fiz a mim mesma de te deixar voar nessa brisa tão tranquila? E quando eu quis ser teu porto seguro e tua cabana na floresta, fiz tudo desabar. Pela primeira vez em nossa vida juntos eu sinto novamente uma dor conhecida. Mas esse tipo de dor não pode acompanhar o que sinto por ti, porque tu é meu menino... e eu não deveria chorar de arrependimento por ter sido tão dura e cruel conosco. Mas meu bem, se tu soubesse o quanto me é caro e precioso, talvez pudesse algum dia me perdoar por essa explosão de insegurança. E tudo o que procuro agora é tentar pedir desculpas pelo meu medo de te perder... sinto-me tão mesquinha por ter pensado que seria boa pra ti. Agora todo aquele sentimento (e tu o conhece bem) de estranhamento por teu carinho incondicional me vem de encontro ao peito. O mesmo sentimento que tu consegue abafar contornando minhas costas com a ponta do dedo e olhando fundo nos meus olhos até me dar a certeza de que, não importa como, eu devo deixar que tu cuide de mim. Mas eu gostaria tanto de poder retribuir todo esse amor, meu menino... e venho de repente com um punhal te cobrar por dores que são apenas minhas e de mais ninguém... tudo que eu quero que entenda, meu lindo, é que eu passei a acreditar quando a descrença já tomava conta de tudo o que eu sentia. E não existem proporções pra mostrar o quanto eu o amo, com todo meu coração...
Posted at 3:00:17 am by dani
22.5.05
"tive certeza de que não seria a última vez"
Se eu pudesse, eu andaria de balanço com você em uma pracinha cheia de árvores, debaixo de um céu nublado. E nos embalaríamos muito, muito rápido para depois saltarmos bem alto e caírmos de pé no chão, fazendo uma nuvem de areia. Se eu pudesse, eu cantaria contigo todas aquelas músicas que nós gostaríamos de ter escrito, e te faria cócegas até você não aguentar e me fazer cócegas também, tanto que eu iria chorar de rir... e terminaríamos os dois acariciando nossos corpos nus. Se eu pudesse, eu aprenderia a dizer palavras tão sábias quanto as que você me diz em uma noite de momentos sublimes e luz da lua entrando pela janela. Se eu pudesse, eu dormiria muitas noites mais com você, noites suficientes para guardar dentro da sua alma um pedacinho de mim e roubar você um pouquinho assim (pra lembrar que a vida sempre pode ser melhor), mas faria essas noites acabarem antes que se tornassem banais. Se eu pudesse, eu lhe daria muitos beijos, mas não o suficiente, para que você me pedisse mais. E eu nunca perderia essa vontade que eu tenho de ouvir você falar e falar, sentindo seus dedos percorrerem minhas costas, me fazendo entender entre arrepios e vontades que "eterna" é uma palavra sem força alguma quando se trata de pessoas. É por isso que eu não tenho medo de você: porque nossos momentos são tão despreocupados que não têm exigência alguma. Porque mais do que pensar, quando sua atmosfera me envolve eu consigo SENTIR... a mim e a você. Porque talvez você não entenda (e não há necessidade), mas me faz bem ter você perto de mim, sem que isso seja uma dívida. Porque ter você dentro de mim foi como ser invadida por uma paz desconhecida... E o que mais me diverte é a simplicidade que você consegue demonstrar. Porque você é como uma folha de outono, que voa com o vento quando as estações mudam. E elas sempre mudam.
Um texto mais leve, como se encontra minha aura ultimamente.
Posted at 5:13:37 pm by dani
4.5.05
Porque eu adoro fazer de conta que não preciso de você. Porque me esconder sob a máscara de guria inabalável é a única maneira que descobri para fugir da sua indiferença. Porque o asco que eu tenho da sua voz e do seu cheiro corróem todo meu desejo de lhe beijar e isso me faz desejar você mais e com mais urgência. Porque eu sei que você nunca será meu, mas quero lhe dar meu corpo e minha vida mesmo assim. Porque esse seu jeito de homem auto-suficiente me deixa com muita raiva, o que me faz pegar uma faca e me cortar na ilusão de estar estraçalhando suas entranhas. Porque agora eu simplesmente faço de conta que não quero você, e lhe dou as costas como se lhe renegasse. É isso que eu faço com o calor que sinto correr nas minhas veias. E aqui, sentada nessa pedra fria, eu não espero nenhuma demonstração sua de afeto. Eu só espero o momento de poder lhe cuspir na cara e mostrar toda a minha crueldade. E se você pensa que eu estou escrevendo tudo isso na ânsia de lhe sentir me envolver com seus braços que eu bem conheço, está muito enganado, porque eu sei que, ao me virar na sua direção, eu vou ver o espaço vazio que você deixou, porque você já foi embora sem ao menos ter a dignidade de se despedir (ou de me pedir para ficar).
Um post de recomeço. Talvez seja o final do meu ócio criativo (tomara!). Estágio e faculdade me roubam todo o tempo.
Posted at 9:37:53 pm by dani
19.3.05
Eu bebo sua essência como um doce licor. Eu danço nua nos seus pensamentos. E acendo uma fogueira para esquentar sua pele. Eu sinto você dentro de mim nos meus sonhos.
Por que essa demora? Eu roubo sua inquietação com um beijo meu. Envolvo sua cintura em um abraço silencioso. E você toca minha alma com seu olhar. Meu mundo agora é outra sintonia. Suas curvas são meu caminho.
Deite na teia que eu teci para nós. Apenas as almas femininas sabem desvendar seus mistérios. Eu não tenho medo, porque você é minha Deusa. Eu não sinto frio, porque seu corpo está tão quente quanto minha certeza.
Bah, não consigo mais escrever... mais um texto pela metade.
Posted at 1:06:36 am by dani
5.3.05
E daí se elas se beijam? E daí se dois caras fazem sexo? E daí se todo mundo se ama? E daí se ela tem cabelo rosa? E daí se eu transo no primeiro encontro? E daí se tu fuma maconha? E daí se ele veste preto, ou amarelo, ou rosa, ou verde? E daí se ela é sadomasoquista? E daí se eu corro pela floresta? E daí se a gente não é perfeito? E daí se eu não enxergo? E daí se ela tem AIDS? E daí se nós bebemos vinho tinto suave? E daí se eu não finjo? E daí se eles vão casar com 18 anos? E daí se ele é gordo? E daí se eu não leio bosta nenhuma ou leio tudo? E daí se ela é lésbica ou não? E daí se eu me corto ou tento me matar? E daí se eu berro ou choro durante a noite? E daí se ele não usa droga nenhuma? E daí? Me digam, e daí???
"Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter..."
Posted at 1:27:58 am by dani
23.2.05
Tenho algumas coisas sobre as quais escrever em relação às férias. Tenho histórias pra contar. Sentimentos pra expressar. Novas pessoas entraram na minha vida. Algumas voltaram a fazer parte dela. E eu estou feliz. Não tenho acertado sempre, tampouco errado com essa freqüência. Mas tenho vivido intensamente.
Eu atravesso ruas perigosas. Ouço umas músicas quaisquer. Às vezes tenho medo da vida. E choro. Perco minha alma nessa escuridão. Me perco no vazio gélido do meu abismo. Tento emergir. Tento respirar. Suspirar. Caio e volto num relançe. Minha vida é um reflexo de luz, pontos brilhantes de um mosaico estilhaçado. Um paradoxo de vozes e vezes. Um gemido nu. Um azul cru. Pura lucidez enquanto a loucura é minha fada-mãe. E faço dessas dores a minha filha. E da descrença provém meu sabor. Nas entranhas do abandono eu cego meus olhos e ouço todos os gritos teus com a percepção da alma. E do toque que eu guardei nas minhas digitais surge o veneno que corrói tua certeza. A destruição te segue e segura teus pulsos fracos. Minha felicidade é indiferente. Sim, indiferente à tua convicção de meu suposto sofrimento. Mas, como sempre, a vida não te obedeceu.
Posted at 1:44:54 am by dani
13.1.05
Passando dois dias em São Leopoldo, venho almoçar na Unisinos e matar a saudade da galera virtual. A alma insana está de férias até fevereiro, quando começa mais uma temporada de aulas. Agora com novos colegas, com amigos por perto pra fazer farra e caminhar pelo laguinho. De férias, mas não menos ativa. Viagens de porta-malas, banhos de mar, areia, sol, maresia e sorvete. Festa à noite pra beber e dançar. E a vida segue sem maiores responsabilidades neste período. Confesso que estou morrendo de saudades de vocês, meus amigos lindos... e do meu pc também. Saudade dos papos intermináveis até a madruga no msn. E saudade dos comentários fofos que vocês deixam aqui. Hum... acredito que minha alma esteja tranqüila no momento. Ora, já era tempo de dar umas férias à ela, né? Fico por aqui... ainda vou visitar os blogs e flogs de vocês pra matar a saudade. Um beijo no coração.
Posted at 12:35:35 pm by dani
21.12.04
Ontem à noite, conversando com alguém especial, ele me disse: "Talvez a gente nem consiga trazer ela de volta"... Estávamos falando de almas. Eu perdi a minha já. Quem olha pra mim na rua, ou até mesmo meus amigos ou meus pais, ninguém sabe até onde eu cheguei... O quanto eu fiquei vazia sem ela. E começou como magia... mas ela foi se perdendo, se perdendo... até sobrar apenas um fiapo. Com ajuda, mas não sem muito sofrimento, eu consegui trazê-la de volta. Consegui mesmo? Não sei... tenho a impressão de que sim. Como eu disse a ele: A alma é a essência de cada um. O verdadeiro ser, a verdadeira vida está na alma. Aparências enganam, gestos enganam, palavras enganam. Mas a alma nunca. Podemos escondê-la, por medo ou vergonha, ou pelo motivo que for. Mas ela é limpa. E não falo apenas de almas boas. A alma ruim também é verdadeira. Dissimulados são os aspectos racionais. Bom... eu encontrei minha alma, ou pelo menos parte dela. Porque a alma não é um cubo fechado, ela tem milhões de fragmentos. Estou muito feliz com a parte que recuperei. Exato, esta é a palavra: a alma que eu estava perdendo eu recuperei. Não digo que acabou, porque a busca pelos infinitos caminhos da alma é longa. Mas pode ser prazerosa, como tem sido ultimamente pra mim.
Obrigada pelos votos de felicidade no meu aniversário! Não fiz festa, não ganhei presentes, mas isso pouco importa, porque senti que todos vocês estavam comigo :) E essa foi a melhor sensação de todas! Se eu não postar mais, um ótimo Natal pra quem o comemora e um ótimo recomeço nesta nova fase, pra quem, como eu, ainda tem esperança.
"Porque eu sou a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços de minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou a bem-casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores do parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem quem me criou
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã de meu marido
E ele é o meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnífica"
(Hino à Ísis)
Posted at 2:58:51 pm by dani
10.12.04
Oi, meu nome é Letícia. Hoje dei uma folga pra Dani, ela me deixou escrever aqui. Ah, não sou a mesma guria mais. Hoje estava em casa, de pijama ainda às quatro horas da tarde. Mexendo em velhos pertences, percebi que não existo mais... não da maneira como existia. Quis fugir de mim. Quem é essa? Uma louca que tomou posse de mim? Uma maluca, uma despreocupada com a vida? Não sei, sinceramente. Na loucura vesti a mesma roupa que vestira ontem, usei um acessório que ultimamente tenho usado, embora sem saber porquê. (Será que ele me faz sentir forte?). Caminhei rápido, ouvindo walkman na minha rádio preferida. Passei num boteco, comprei uma carteira de cigarro (a marca eu já sabia. Convivência...) e uma caixa de fósforos. O cara não tinha isqueiro. Nem sei o que vou fazer com esse cigarros e esses fósforos, mas tudo bem. Fui pra um lugar tranqüilo, fumei o cigarro ouvindo uma música... ela dizia assim "foi pouco tempo, mas valeu... vivi cada segundo". O que isso quer dizer? Não sei também. Engoli a saliva... gosto de cigarro. Minhas mãos têm um cheiro conhecido. Estranha paz. Essa guria, essa que agora tá em mim, ela é estranha. Quando ela caminha na rua todo mundo olha com uma cara estranha. Acho que estou com medo dela, com medo de aonde ela possa me levar. Mas tudo bem, hoje à noite talvez eu descubra quem ela é. Leve melancolia. Desejo-me sorte. E coragem.
Posted at 3:49:04 pm by dani
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